O fim de semana ainda não terminou, mas, até agora, o panorama é péssimo. Este início de ano trazia a algumas das modalidades desafios decisivos com alguns dos nossos adversários mais diretos. Exceptuando o basquetebol, o hóquei em patins, o voleibol e o futsal saíram derrotados. Estas derrotas, obrigam a uma grande reflexão, não só ao nível de cada secção, mas sobretudo ao nível do clube, que nos momentos decisivos, acaba por baquear.
No voleibol, todos sabemos que temos uma excelente equipa, mas como já vem sendo habitual, perdemos com o Sporting de Espinho. Segundo os relatos, a derrota resultou, também, das más decisões da equipa de arbitragem, mas nem isso pode justificar tudo. São já várias as ocasiões em que o Benfica sai derrotado frente a esta equipa, como na final do campeonato da época transacta.
No hóquei em patins, numa partida decisiva, tendo em conta o equilíbrio do campeonato, o Benfica perdeu em casa frente ao porto. As incidências da partida já foram todas esmiuçadas, no entanto, a verdade é que não podemos falhar tantos livres diretos. As contas ficam agora muito difíceis, pois julgo que o Benfica não conseguirá fazer um resultado positivo no dragão.
Por último, a secção de futsal saiu derrotada frente ao sporting, numa das partidas mais desequilibradas que tenho memória. O resultado final de 4-2, pôs à vista de todos uma enorme fragilidade. Nada está perdido, mas e muito triste ver o Benfica ser dominado pelo seu adversário. Para além destas dificuldades, há a realçar o mau trabalho dos árbitros que, sobretudo, na primeira parte perdoaram duas expulsões rum pénalti ao sporting.
Só o basquetebol ganhou frente à Ovarense, mas também com algumas dificuldades. O Benfica tem cumprido, mas não deslumbrado quando a diferença de orçamentos entre o Benfica e as restantes equipas é abissal.
Se queremos ganhar títulos e todos nos lembramos da promessa de 50 títulos nas modalidades, há que mudar mensalidades. É impressionante a forma como as equipas o Benfica encaram os desafios frente aos adversários diretos. Há que fazer muito mais...