O jogo de ontem frente ao Barcelona deixa um sabor extremamente amargo a todos os benfiquistas. Não podemos querer ser uma grande equipa e falharmos na finalização como ontem o fizemos. Em momentos decisivos não se podem perder mais de cinco oportunidades clamorosas de golo. O primeiro lance de Rodrigo isolado frente a Pinto, serve de exemplo, pois um jogador ou marca ou faz uma assistência para o colega marcar. Pode ser da juventude, no entanto, não podem existir desculpas para este lance, que acabou por ser decisivo para o empate final.
Recordo que já o ano passado, quando fomos eliminados pelo Chelsea em Londres, Nelson Oliveira teve um lance idêntico, em que podia passar a bola para um colega em melhor posição e preferiu rematar por cima da baliza. Há que terminar estes lances, que acabam por ser decisivos, quer em termos desportivos, quer económicos.
Voltando ao jogo, julgo que o Benfica se apresentou muito bem frente a um Barcelona recheado de alterações. Mesmo assim, o estilo de jogo esteve lá, sendo muito dificultado pela pressão alta que os jogadores benfiquistas fizeram na primeira parte. Foi, sobretudo, na primeira metade que o Benfica poderia ter construído um resultado positivo e que poderia ter carimbado a passagem aos quartos de final. Lembro as ocasiões de golo protagonizadas por Rodrigo, Lima, Nolito e Ola John.
Não conseguimos concretizar e, na segunda parte, sem a mesma frescura física as dificuldades começaram a aumentar, sobretudo com a entrada de Messi e com a subida de rendimento de Tello. Fica um sabor muito, mas mesmo muito amargo deste encontro, já que o Benfica poderia ter conseguido a sua primeira vitória em Camp Nou e ter passado aos quartos de final da Liga dos Campeões. É verdade que a passagem não foi perdida neste jogo, mas poderíamos ter conseguido muito mais.
Quanto às prestações individuais, destaque para Garay que esteve imperial e para Maxi que apesar de algumas falhas, demonstrou a raça e o querer que todos os benfiquistas gostam de ver. Realce, também, para o papel de Matic que foi enorme no desempenho do seu papel e para André Gomes que não deslumbrou, mas cumpriu o seu papel, isto num jovem que ainda o ano passado jogava nos juniores. Por último, Artur guarda a baliza do Benfica como ninguém, tornando fácil aquilo que é extremamente difícil. É, sem sombra de dúvidas, um dos melhores na sua posição a nível mundial.
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