Se até há bem pouco tempo criticava a sobranceria de JJ e as atitudes pouco abonatórias que tinha para com os seus jogadores, actualmente vejo no treinador do Benfica uma pessoa mais ponderada e mais cuidadosa em todas as suas acções. Faz-me recordar o treinador que o Benfica foi contratar a Braga e que conduziu de forma brilhante o clube ao seu último título de campeão nacional. As duas épocas seguintes, pelo contrário, evidenciaram um JJ orgulhoso, transformado, que via em si tudo o que era necessário para ganhar.
Talvez as duas últimas épocas, carregadas de desilusões e humilhações, tenham feito JJ pensar que sozinho nada consegue. Também, o facto de se encontrar no seu último ano de contrato e desejar renovar o seu vínculo que tanto sucesso financeiro lhe tem dado, não sejam alheios a essa situação.
Gosto deste JJ, que se mostra mais completo como treinador e que, apesar, de todas as contrariedades tem conseguido trazer sucesso ao Benfica. O Benfica é muito grande, mas, sem qualquer dúvida o afirmo, existe um Benfica antes e pós JJ. Desde que chegou ao Benfica, JJ ressuscitou o Benfica dominador, visível nos bastidores do futebol que tentam empurrar o Benfica para as desilusões da segunda metade da década de 90.
Ainda é muito cedo para falar em renovações, mas julgo ser difícil, neste momento, contratarmos um treinador com uma tão boa relação qualidade-preço. Isto desde que JJ mantenha todas as qualidades à tona e esconda muitas das suas fragilidades enquanto treinador.
Não nos esqueçamos que no futebol nacional, sobretudo no caso do porto, não são necessários grandes treinadores, pois como JJ referiu, estranhamente o porto tem sempre uma pontinha de sorte, no caso nos confrontos frente ao braga. Os casos paradigmáticos de Jesualdo e Vilas Boas evidenciam esta teoria que se mantém com Vítor Pereira, que nunca passou da mediania, sendo campeão sem nunca ter demonstrado qualidades para isso.
Sem comentários:
Enviar um comentário